Trump faz discurso na ONU, defende ações dos EUA e endurece tom contra Irã e Cuba

Colunista

Rodrigo Franco

Presidente americano afirmou que os Estados Unidos estão novamente em posição de força e defendeu o uso do poder militar para proteger interesses do país

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou nesta terça-feira (22) na abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. O pronunciamento ocorreu logo após a fala do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e foi marcado por críticas a governos estrangeiros, defesa das ações militares americanas e manifestações sobre conflitos que envolvem os Estados Unidos.

Durante o discurso, Trump afirmou que os Estados Unidos recuperaram força e respeito internacional. Também defendeu decisões tomadas por seu governo em diferentes regiões e afirmou que Washington está disposto a utilizar seu poder para proteger interesses americanos.

Trump fala sobre Irã e guerra no Oriente Médio

Um dos principais temas abordados foi o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Trump afirmou que as ações militares contra o Irã foram necessárias para impedir que o país desenvolvesse armas nucleares. O governo iraniano nega que tenha buscado desenvolver esse tipo de armamento.

O presidente americano também declarou que poderá adotar medidas ainda mais severas caso Teerã não aceite um acordo de paz. Segundo a Reuters, Trump chegou a advertir que os Estados Unidos poderiam “aniquilar” o Irã caso não haja um acordo.

Apesar do tom de confronto, Trump afirmou acreditar que um acordo com o governo iraniano poderá ser alcançado depois das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para novembro.

O presidente também pediu o isolamento econômico do Irã como forma de pressionar o país a negociar.

Críticas a Cuba

Cuba também foi alvo de críticas durante o pronunciamento.

Trump classificou o país como um “Estado falido” e afirmou que a liberdade chegará à ilha. Durante a fala do presidente americano, a delegação cubana deixou o plenário da Assembleia Geral.

A declaração ocorre em meio ao endurecimento da política do governo Trump em relação ao governo cubano e à ampliação da pressão americana sobre países considerados adversários de Washington.

Defesa do uso do poder militar

Trump também afirmou que os Estados Unidos possuem capacidade militar para defender seus interesses.

Durante o discurso, o presidente mencionou ações realizadas por seu governo na América Latina e afirmou que o poder militar americano pode ser utilizado quando necessário para garantir objetivos considerados estratégicos para os Estados Unidos.

A declaração ocorre em um momento de mudanças na política externa americana, com Washington ampliando sua atuação em diferentes regiões.

Trump fala sobre inteligência artificial

Outro tema abordado pelo presidente foi a inteligência artificial.

Trump defendeu o avanço da tecnologia e afirmou que os Estados Unidos não pretendem interromper o desenvolvimento da inteligência artificial. Ele também declarou que documentos oficiais do governo americano passarão a utilizar a expressão “superinteligência” para se referir à tecnologia.

O presidente voltou a rejeitar alertas sobre os riscos associados ao desenvolvimento da IA e apresentou a tecnologia como uma nova etapa de transformação econômica e industrial.

Relação com a ONU

O discurso também ocorreu em meio a discussões sobre o papel das Nações Unidas e a atual ordem internacional.

A Assembleia Geral deste ano acontece em um cenário marcado por guerras no Oriente Médio e na Ucrânia, tensões entre grandes potências, questões ambientais e debates sobre inteligência artificial.

A participação de Trump acontece no segundo mandato presidencial e em um momento de mudanças na relação dos Estados Unidos com organismos multilaterais.

Acordo sobre a Groenlândia

Antes e depois do discurso, Trump também tratou de questões relacionadas à Groenlândia.

Nesta terça-feira, Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia assinaram um acordo que prevê a ampliação da presença militar americana na ilha. O entendimento não transforma a Groenlândia em território americano, mas amplia a atuação dos Estados Unidos na área de segurança.

Trump afirmou que o acordo dará aos Estados Unidos controle permanente sobre questões de segurança e outros assuntos estratégicos no território.

Trump falou depois de Lula

A ordem dos discursos manteve a tradição da Assembleia Geral: o Brasil abriu o debate geral e os Estados Unidos vieram em seguida.

Lula havia utilizado seu pronunciamento para defender a soberania nacional, criticar intervenções externas e abordar conflitos internacionais. Trump, por sua vez, apresentou uma visão diferente sobre a atuação americana no cenário internacional e defendeu o exercício do poder dos Estados Unidos para proteger seus interesses.

Os dois discursos ocorreram no mesmo dia, colocando os presidentes brasileiro e americano entre os principais destaques da abertura da Assembleia Geral da ONU.

A AtitudeNew acompanha os principais acontecimentos da Assembleia Geral da ONU e os desdobramentos das declarações dos líderes mundiais.

💬 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

erro: Conteúdo Protegido !!