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Procedimento preliminar foi encerrado após análise de informações sobre possível atuação dos Estados Unidos no processo eleitoral de 2026
A Polícia Federal decidiu arquivar a apuração preliminar que investigava uma possível interferência estrangeira nas eleições brasileiras de 2026. O procedimento havia sido aberto após uma representação encaminhada pela Advocacia-Geral da União (AGU), que solicitou a verificação de informações sobre suposto financiamento estrangeiro relacionado à disputa eleitoral.
A abertura da apuração havia sido anunciada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no último domingo (4), data do primeiro turno das eleições. Na ocasião, a PF esclareceu que se tratava de uma análise preliminar de inteligência, ainda sem a instauração formal de um inquérito policial.
O pedido da AGU teve como uma das bases uma reportagem do jornal britânico The Guardian sobre a destinação de aproximadamente US$ 1 milhão pelo governo dos Estados Unidos para um programa relacionado a lawfare e censura no Brasil.
Após analisar as informações, a Polícia Federal não encontrou elementos suficientes que justificassem a abertura de um inquérito policial sobre interferência estrangeira no processo eleitoral.
A decisão ocorre poucos dias depois de o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmar que não havia sido identificado qualquer indicativo concreto de interferência internacional nas eleições.
O episódio ocorre em um contexto de crescente debate sobre a influência de governos estrangeiros no processo eleitoral brasileiro. Em setembro, informações atribuídas à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) apontaram preocupações relacionadas a possíveis ações de Estados Unidos e Rússia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também havia manifestado preocupação com eventual interferência estrangeira, enquanto o governo dos Estados Unidos negou estar tentando interferir nas eleições brasileiras.
O arquivamento da apuração representa, portanto, a conclusão de que as informações analisadas pela PF não apresentaram, até o momento, elementos suficientes para sustentar uma investigação criminal formal sobre interferência estrangeira nas eleições de 2026.
A decisão, porém, não encerra outras investigações independentes relacionadas a possíveis ameaças ou atividades envolvendo interesses estrangeiros no Brasil.
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