Noticias e entretenimento
Presidente americano afirmou que os Estados Unidos estão novamente em posição de força e defendeu o uso do poder militar para proteger interesses do país
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou nesta terça-feira (22) na abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. O pronunciamento ocorreu logo após a fala do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e foi marcado por críticas a governos estrangeiros, defesa das ações militares americanas e manifestações sobre conflitos que envolvem os Estados Unidos.
Durante o discurso, Trump afirmou que os Estados Unidos recuperaram força e respeito internacional. Também defendeu decisões tomadas por seu governo em diferentes regiões e afirmou que Washington está disposto a utilizar seu poder para proteger interesses americanos.
Um dos principais temas abordados foi o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.
Trump afirmou que as ações militares contra o Irã foram necessárias para impedir que o país desenvolvesse armas nucleares. O governo iraniano nega que tenha buscado desenvolver esse tipo de armamento.
O presidente americano também declarou que poderá adotar medidas ainda mais severas caso Teerã não aceite um acordo de paz. Segundo a Reuters, Trump chegou a advertir que os Estados Unidos poderiam “aniquilar” o Irã caso não haja um acordo.
Apesar do tom de confronto, Trump afirmou acreditar que um acordo com o governo iraniano poderá ser alcançado depois das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para novembro.
O presidente também pediu o isolamento econômico do Irã como forma de pressionar o país a negociar.
Cuba também foi alvo de críticas durante o pronunciamento.
Trump classificou o país como um “Estado falido” e afirmou que a liberdade chegará à ilha. Durante a fala do presidente americano, a delegação cubana deixou o plenário da Assembleia Geral.
A declaração ocorre em meio ao endurecimento da política do governo Trump em relação ao governo cubano e à ampliação da pressão americana sobre países considerados adversários de Washington.
Trump também afirmou que os Estados Unidos possuem capacidade militar para defender seus interesses.
Durante o discurso, o presidente mencionou ações realizadas por seu governo na América Latina e afirmou que o poder militar americano pode ser utilizado quando necessário para garantir objetivos considerados estratégicos para os Estados Unidos.
A declaração ocorre em um momento de mudanças na política externa americana, com Washington ampliando sua atuação em diferentes regiões.
Outro tema abordado pelo presidente foi a inteligência artificial.
Trump defendeu o avanço da tecnologia e afirmou que os Estados Unidos não pretendem interromper o desenvolvimento da inteligência artificial. Ele também declarou que documentos oficiais do governo americano passarão a utilizar a expressão “superinteligência” para se referir à tecnologia.
O presidente voltou a rejeitar alertas sobre os riscos associados ao desenvolvimento da IA e apresentou a tecnologia como uma nova etapa de transformação econômica e industrial.
O discurso também ocorreu em meio a discussões sobre o papel das Nações Unidas e a atual ordem internacional.
A Assembleia Geral deste ano acontece em um cenário marcado por guerras no Oriente Médio e na Ucrânia, tensões entre grandes potências, questões ambientais e debates sobre inteligência artificial.
A participação de Trump acontece no segundo mandato presidencial e em um momento de mudanças na relação dos Estados Unidos com organismos multilaterais.
Antes e depois do discurso, Trump também tratou de questões relacionadas à Groenlândia.
Nesta terça-feira, Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia assinaram um acordo que prevê a ampliação da presença militar americana na ilha. O entendimento não transforma a Groenlândia em território americano, mas amplia a atuação dos Estados Unidos na área de segurança.
Trump afirmou que o acordo dará aos Estados Unidos controle permanente sobre questões de segurança e outros assuntos estratégicos no território.
A ordem dos discursos manteve a tradição da Assembleia Geral: o Brasil abriu o debate geral e os Estados Unidos vieram em seguida.
Lula havia utilizado seu pronunciamento para defender a soberania nacional, criticar intervenções externas e abordar conflitos internacionais. Trump, por sua vez, apresentou uma visão diferente sobre a atuação americana no cenário internacional e defendeu o exercício do poder dos Estados Unidos para proteger seus interesses.
Os dois discursos ocorreram no mesmo dia, colocando os presidentes brasileiro e americano entre os principais destaques da abertura da Assembleia Geral da ONU.
A AtitudeNew acompanha os principais acontecimentos da Assembleia Geral da ONU e os desdobramentos das declarações dos líderes mundiais.
Deixe um comentário