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São Paulo — Nas últimas semanas, o país tem observado um aumento expressivo nos casos de intoxicação por metanol — uma emergência de saúde grave, pois a substância é altamente tóxica e pode levar a sequelas irreversíveis ou à morte. O portal Atitudenew apurou as principais informações oficiais, sintomas, medidas de prevenção e o que está sendo feito para conter essa crise.
O metanol (também conhecido como álcool metílico) é diferente do etanol (álcool comum de bebidas). Quando ingerido, ele é metabolizado em compostos muito tóxicos como formaldeído e ácido fórmico, que atacam órgãos vitais, especialmente o sistema nervoso central e o nervo óptico, podendo levar à cegueira ou danos permanentes.
O Ministério da Saúde afirma que o número de casos suspeitos notificadas nos últimos meses ultrapassou o que normalmente se observa ao longo de um ano inteiro.
Os sintomas nem sempre aparecem imediatamente — pode haver um atraso entre a ingestão do metanol e a manifestação dos sinais. A seguir os principais sintomas, segundo médicos e órgãos de saúde:
| Período após ingestão | Sintomas iniciais | Sintomas posteriores / casos graves |
|---|---|---|
| Até ~6 horas | Dor abdominal intensa, tontura, náuseas e vômitos, confusão mental, dor de cabeça, sonolência, falta de coordenação, taquicardia, pressão arterial baixa. | — |
| Entre 6-24 horas | Visão turva ou embaçada, fotofobia (sensibilidade à luz), perda ou alteração da visão das cores, convulsões, pupilas dilatadas, possivelmente coma. | |
| Casos graves | Cegueira irreversível, insuficiência renal, choque, comprometimento do sistema nervoso central, pancreatite, e morte. |
Notificação obrigatória imediata: profissionais da saúde devem comunicar qualquer suspeita de intoxicação por metanol ao Sistema de Vigilância em Saúde, mesmo sem confirmação laboratorial.
Evitar consumo de bebidas de origem duvidosa: sem rótulo, sem selo fiscal, sem lacre visível, adquiridas de vendedores ambulantes ou em locais com procedência desconhecida.
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