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Em depoimento inicial, os policiais alegaram que Jefferson de Sousa era procurado por um crime de estupro e que, durante a abordagem, teria resistido à prisão e tentado tomar as armas dos agentes
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus dois policiais militares pela morte de um homem em situação de rua no centro da capital paulista. O caso, que ganhou repercussão após a divulgação de imagens de câmeras corporais, resultou na acusação dos agentes por crime qualificado. O tenente da Força Tática, Alan Wallace dos Santos Moreira, e o soldado Danilo Genrim, responderão pelo homicídio de Jefferson de Sousa, um homem alagoano que vivia nas ruas. A Justiça acatou duas qualificadoras que agravam o crime: motivo torpe e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Segundo a denúncia, Jefferson de Sousa já estava rendido e não oferecia qualquer resistência no momento em que foi morto com tiros de fuzil.
Em depoimento inicial, os policiais alegaram que Jefferson era procurado por um crime de estupro e que, durante a abordagem, teria resistido à prisão e tentado tomar as armas dos agentes, o que teria levado aos disparos. No entanto, as imagens das câmeras corporais utilizadas pelos próprios policiais mostram uma cena diferente. O vídeo revela Jefferson acuado, chorando e agachado no chão, demonstrando medo. Em um certo momento, os policiais o colocam atrás de uma pilastra, dá para ver que os policiais mexem no equipamento, na câmera corporal, colocam o dedo e, depois, este homem aparece morto.
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