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O Ministério da Justiça retirou a classificação livre do Record Kids – Desenhos Bíblicos e apontou que na visão deles existem a presença de violência, atos criminosos, drogas lícitas e preconceito entre os critérios da decisão.
Uma decisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública colocou os desenhos bíblicos exibidos pela Record no centro de uma discussão sobre classificação indicativa e conteúdo infantil no Brasil.
Por meio da Portaria nº 2.272, de 28 de outubro de 2026, o governo federal alterou a classificação do programa Record Kids – Desenhos Bíblicos, que anteriormente era considerado livre e agora passou a ser classificado como não recomendado para menores de 12 anos.
A emissora havia solicitado a manutenção da classificação livre, mas o pedido não foi aceito pela área responsável pela análise dos conteúdos audiovisuais.
Na publicação oficial, o Ministério da Justiça relacionou quatro descritores para justificar a nova classificação:
Atos criminosos;
Drogas lícitas;
Violência;
Estigma ou preconceito.
A portaria, entretanto, não apresenta uma relação detalhada das cenas ou dos episódios que motivaram a mudança, o que abre espaço para questionamentos sobre os critérios utilizados na avaliação de produções destinadas ao público infantil.
A decisão chama a atenção porque envolve animações inspiradas em narrativas bíblicas, conteúdo frequentemente utilizado por famílias cristãs para apresentar às crianças histórias e ensinamentos religiosos.
A elevação da faixa etária pode provocar questionamentos entre pais e responsáveis sobre quais elementos dessas produções foram considerados inadequados para crianças menores de 12 anos.
Também ganha importância a discussão sobre a transparência dos critérios de classificação indicativa e a necessidade de que as decisões sejam fundamentadas em avaliações técnicas claras e acessíveis à população.
A nova classificação não significa que os desenhos foram proibidos ou que sairão do ar. A indicação serve para orientar pais e responsáveis sobre o conteúdo exibido.
Pelas regras da classificação indicativa, produções classificadas para maiores de 12 anos têm recomendação de exibição a partir das 20h na televisão aberta.
Até o momento, a decisão representa uma mudança na recomendação etária do programa, e não uma determinação de retirada das animações da televisão.
A medida reacende o debate sobre os limites da classificação indicativa e o tratamento dado a conteúdos culturais e religiosos destinados às crianças brasileiras.
Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública e Diário Oficial da União.
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