São Paulo chega a 15 corpos encontrados desde setembro; polícia investiga as mortes

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Rodrigo Franco

Dois corpos foram localizados nesta quinta-feira (22), nas regiões de Sapopemba e Jaguaré; Polícia Civil afirma que não há indícios de ligação entre todas as ocorrências

A cidade de São Paulo chegou a 15 casos de pessoas encontradas mortas desde setembro deste ano, após a localização de mais dois corpos na manhã desta quinta-feira (22). As ocorrências foram registradas em diferentes regiões da capital paulista e seguem sob investigação das autoridades.

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Corpos foram encontrados nas zonas Leste e Oeste

Um dos corpos foi localizado nas proximidades de um supermercado na Avenida Barreira Grande, na Vila Bancária, região de Sapopemba, zona Leste da capital. A vítima ainda não havia sido identificada, e o caso deverá ser investigado pelo 69º Distrito Policial (Teotônio Vilela).

O segundo corpo, também de um homem ainda não identificado, foi encontrado próximo ao Rio Tietê, na altura do número 100 da Marginal Tietê, na região do Jaguaré, zona Oeste de São Paulo.

De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP), o corpo estava em estado de decomposição. Até o momento do registro da ocorrência, não havia informações confirmadas sobre a causa da morte ou as circunstâncias em que a vítima foi deixada no local. O caso foi encaminhado ao 91º Distrito Policial (Ceagesp).

Outros casos também são investigados

As duas novas ocorrências se somam a outros registros feitos nas últimas semanas em diferentes pontos da capital. Na quarta-feira (21), outros dois casos foram registrados, incluindo a localização de partes do corpo de uma mulher na região da Marginal Tietê e de um homem em uma área de mata na zona Norte.

A sequência de ocorrências chamou a atenção e provocou especulações nas redes sociais sobre a possibilidade de os crimes estarem relacionados.

Entretanto, a Polícia Civil afirma que, até o momento, não existem elementos suficientes para estabelecer uma ligação entre todas as mortes ou atribuí-las a um único autor.

Polícia descarta conclusão precipitada sobre assassino em série

A diretora do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Ivalda Aleixo, já havia descartado publicamente a hipótese de atuação de um assassino em série, diante da circulação de rumores sobre o assunto.

Segundo as autoridades, semelhanças na forma como alguns corpos foram encontrados não são suficientes para comprovar que os casos tenham a mesma autoria. As investigações consideram as particularidades de cada ocorrência, incluindo as circunstâncias das mortes e as possíveis motivações.

Os trabalhos policiais continuam para identificar as vítimas, esclarecer as causas das mortes e determinar eventuais responsabilidades criminais.

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