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Medida atinge carne de frango, ovos férteis e outros produtos de origem avícola; autoridades brasileiras adotam medidas de contenção e afirmam que alimentos sob inspeção sanitária oficial são seguros para consumo
O México suspendeu a importação de produtos de origem avícola provenientes do Brasil após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus localizada em Nova Itaberaba, em Santa Catarina. A decisão foi anunciada na segunda-feira (19) pelas autoridades mexicanas, com o objetivo de proteger a produção avícola nacional.

A restrição abrange carne de frango, miúdos de aves, ovos férteis, pintinhos de até três dias de idade e outras categorias de aves destinadas à comercialização. A medida também inclui determinadas aves ornamentais, canoras e de rapina, conforme as regras sanitárias divulgadas pelo governo mexicano.
A doença de Newcastle é uma infecção viral que afeta principalmente aves domésticas e silvestres. Entre os sintomas e consequências estão problemas respiratórios, alterações neurológicas e digestivas, queda na produção de ovos e, em casos graves, elevada mortalidade dos animais.
A enfermidade é considerada uma ameaça à produção avícola devido à facilidade de transmissão entre aves e aos prejuízos que pode provocar nas granjas. A ocorrência de focos também pode levar países importadores a estabelecer restrições comerciais temporárias, de acordo com seus protocolos de defesa sanitária.
O governo mexicano justificou a suspensão pela necessidade de preservar a sanidade de sua produção avícola, uma vez que o país busca manter-se livre da forma mais virulenta da doença.
O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou a ocorrência da doença em um estabelecimento comercial de criação de perus em Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina.
Após a identificação do foco, o estabelecimento foi interditado pelo serviço veterinário oficial, e a movimentação de aves foi suspensa. As autoridades brasileiras informaram que as ações de controle, contenção e erradicação serão conduzidas conforme os procedimentos previstos no plano de contingência para doenças que afetam a produção avícola.
O Ministério também apresentou esclarecimentos sobre a segurança dos alimentos e o trabalho de monitoramento sanitário realizado na região afetada.
O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango e tem participação relevante no abastecimento de diversos mercados internacionais. Por isso, restrições sanitárias podem afetar o fluxo comercial, exigir ajustes logísticos e aumentar a necessidade de negociações entre autoridades brasileiras e países compradores.
O México figura entre os mercados importantes para a avicultura brasileira. Segundo dados citados pela imprensa internacional, o país foi o sétimo maior comprador de carne de frango brasileira em 2025, com importações de aproximadamente 244,4 mil toneladas.
A duração dos efeitos econômicos dependerá da evolução do quadro sanitário, das informações técnicas encaminhadas pelo Brasil e dos critérios adotados pelas autoridades mexicanas para reavaliar a restrição. Até o anúncio divulgado, não havia prazo definido para a retomada das importações.
Apesar da preocupação com a ocorrência da doença nas aves, o Ministério da Agricultura esclareceu que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção sanitária oficial não representa risco à saúde humana.
A doença de Newcastle não costuma representar ameaça grave às pessoas. Em situações raras, pode provocar conjuntivite após exposição ao vírus, especialmente entre pessoas que mantêm contato direto com aves infectadas.
A orientação é adquirir alimentos de procedência regular e seguir as recomendações de higiene e preparo, incluindo o cozimento adequado de carnes e ovos. A ocorrência de um foco em uma granja não significa que todos os produtos avícolas comercializados no Brasil estejam contaminados.
A retomada das exportações para o México dependerá da evolução das medidas sanitárias brasileiras e da avaliação das informações apresentadas às autoridades do país importador.
O episódio reforça a importância da vigilância epidemiológica, da biossegurança nas granjas e da transparência nas notificações sanitárias para preservar a confiança dos compradores internacionais e reduzir os impactos sobre o comércio exterior.
Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária; autoridades sanitárias mexicanas; informações da AFP e da Reuters, reproduzidas por veículos de imprensa.
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