ATAQUES ATRIBUÍDOS AOS HOUTHI DEIXAM TRÊS MORTOS EM AEROPORTO DA ARÁBIA SAUDITA

Colunista

Rodrigo Franco

Escalada do conflito no Oriente Médio aumenta a preocupação com a segurança de aeroportos, voos comerciais e instalações estratégicas da região.

RIade, Arábia Saudita — Três pessoas morreram e várias ficaram feridas após ataques contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, na capital saudita, Riade. Os bombardeios ocorreram na quinta-feira, 8 de outubro, e foram reivindicados pelos rebeldes Houthis, grupo armado do Iêmen apoiado pelo Irã.

De acordo com a Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita, os ataques provocaram mortes, feridos de diferentes nacionalidades e danos materiais nas instalações aeroportuárias. Relatos também apontam que uma aeronave da companhia aérea saudita Saudia foi atingida enquanto estava em solo.

Os Houthis afirmaram ter utilizado mísseis de cruzeiro e balísticos em uma ofensiva que também teria como alvos o Aeroporto de Najran, próximo à fronteira entre a Arábia Saudita e o Iêmen, e uma base aérea militar saudita.

Imagens divulgadas nas redes sociais e verificadas por veículos internacionais mostraram fumaça nas proximidades de instalações do aeroporto de Riade. Explosões também foram relatadas na capital.

ALERTA PARA A SEGURANÇA AÉREA

A sequência de ataques ampliou as preocupações com a segurança da aviação civil no Oriente Médio. Autoridades americanas recomendaram cautela aos cidadãos dos Estados Unidos que estão na Arábia Saudita e alertaram para a possibilidade de cancelamentos de voos, restrições no espaço aéreo e mudanças nas operações aeroportuárias.

Os ataques mais recentes fazem parte de uma escalada militar que já atingiu outras estruturas de transporte aéreo do país. Nos últimos dias, ofensivas contra os aeroportos de Riade e Abha deixaram mortos e dezenas de feridos, segundo informações divulgadas pelas autoridades sauditas.

LIDERANÇA HOUTHI PROMETE MANTER OFENSIVA

Em pronunciamento transmitido pela televisão, o líder dos Houthis, Abdul Malik al-Houthi, afirmou que o grupo está preparado para um conflito prolongado e prometeu continuar atacando alvos sauditas.

O movimento afirma agir em resposta à campanha militar conduzida por forças apoiadas pela Arábia Saudita no Iêmen. O governo saudita, por sua vez, apoia as forças do governo iemenita internacionalmente reconhecido na luta contra os rebeldes.

A Arábia Saudita e seus aliados também realizaram ataques contra posições militares dos Houthis, incluindo instalações relacionadas a mísseis e centros de comando. As duas partes apresentam versões divergentes sobre os resultados das operações, e parte das alegações não pôde ser verificada de forma independente.

CONFLITO AMEAÇA ROTAS ESTRATÉGICAS

A intensificação dos confrontos também preocupa a comunidade internacional devido à localização estratégica do Iêmen, próximo ao estreito de Bab al-Mandeb, passagem marítima fundamental para o comércio internacional entre o Mar Vermelho e o Golfo de Áden.

A região é importante para o transporte de mercadorias e recursos energéticos. A ampliação dos ataques contra aeroportos, instalações petrolíferas e rotas marítimas pode provocar novos impactos na circulação de pessoas e produtos, além de aumentar o risco de uma expansão do conflito.

O cenário permanece instável, com operações militares de ambos os lados e incertezas sobre os próximos desdobramentos. A comunidade internacional acompanha a situação diante dos riscos à população civil e à segurança das infraestruturas estratégicas do Oriente Médio.

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