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Piloto ferido teria destrancado a porta da cabine antes de desmaiar; passageiros e tripulantes então conseguiram conter o agressor e ajudar a recuperar o controle da aeronave
Um dos pontos que mais chamaram a atenção no incidente envolvendo o voo FZ1073 da Flydubai, ocorrido na quarta-feira (30), foi a maneira como passageiros conseguiram chegar à cabine de comando durante uma emergência que poderia ter terminado em uma tragédia aérea.
O Boeing 737 MAX fazia a rota entre Dubai e Tel Aviv quando, segundo autoridades israelenses e relatos de passageiros, um dos pilotos atacou o comandante Smit Machchhar, esfaqueando-o durante o voo. Na sequência, a aeronave perdeu altitude rapidamente, provocando pânico entre os ocupantes.
A porta da cabine de comando, normalmente protegida por mecanismos reforçados de segurança, não teria sido arrombada pelos passageiros. Segundo as informações divulgadas até o momento, o próprio comandante ferido conseguiu destrancá-la por dentro.
De acordo com informações divulgadas por autoridades israelenses, Machchhar, mesmo gravemente ferido, conseguiu alcançar o mecanismo de abertura da porta.
A ação permitiu que passageiros e tripulantes chegassem à cabine e interviessem diretamente na luta entre os dois pilotos.
As portas das cabines modernas são projetadas para resistir a tentativas de invasão e contam com sistemas de segurança reforçados após os ataques de 11 de setembro de 2001.
Isso significa que, nas circunstâncias descritas até agora, os passageiros não simplesmente “arrombaram” a cabine. A abertura teria ocorrido porque o piloto ferido conseguiu acioná-la internamente.
Entre os passageiros que participaram da intervenção estava o israelense Yaniv Hayoun. Em relato posteriormente apresentado ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Hayoun afirmou que entrou na cabine e encontrou um dos pilotos no chão e o outro sobre o painel de instrumentos.
Ele contou que chamou outros passageiros para ajudar a conter o agressor. Segundo seu relato, conseguiu aplicar um golpe de estrangulamento e retirar o homem da cabine. Outro passageiro, um dentista identificado como Shota Musaev, também relatou ter ajudado a imobilizar o suspeito usando cabos de fone de ouvido e abraçadeiras plásticas.
Enquanto isso, a aeronave ainda precisava ser estabilizada.
Outro fator decisivo foi a presença de pilotos da própria Flydubai que viajavam como passageiros.
A companhia informou que integrantes de sua tripulação que estavam a bordo, mas não estavam escalados para operar aquele voo, assumiram o controle da aeronave após o confronto deixar os dois pilotos originais feridos.
Esses profissionais conseguiram estabilizar o avião e desviá-lo para o Aeroporto de Tabuk, na Arábia Saudita, onde o pouso de emergência foi realizado com segurança.
A presença de pilotos adicionais no voo pode ocorrer quando profissionais estão sendo deslocados para assumir outro voo posteriormente, embora não seja algo que necessariamente aconteça em todas as viagens.
O momento em que os passageiros perceberam que havia algo gravemente errado ocorreu quando a aeronave começou a perder altitude de maneira abrupta.
o voo saiu de Dubai às 6h05, no horário local, e aproximadamente duas horas depois começou a apresentar uma descida extremamente rápida. O avião teria perdido milhares de metros de altitude em pouco tempo e realizado uma mudança significativa de trajetória.
O voo chegou a emitir um pedido de socorro e posteriormente teria utilizado o código 7500, associado internacionalmente a uma situação de sequestro ou interferência ilícita.
Passageiros relataram gritos, crianças chorando e a sensação de que o avião estava caindo.
A segurança da cabine de comando mudou radicalmente depois dos atentados de 11 de setembro de 2001.
As portas passaram a receber estruturas reforçadas e sistemas destinados a impedir que pessoas na cabine de passageiros simplesmente tenham acesso aos pilotos. A lógica é justamente evitar que um invasor consiga tomar o controle da aeronave.
Por isso, o fato de passageiros terem conseguido chegar à cabine durante o episódio da Flydubai tornou-se uma das principais questões da investigação.
Os investigadores deverão analisar os dados do gravador de voz da cabine e do gravador de dados de voo, além de ouvir pilotos, tripulantes e passageiros para reconstruir a sequência exata dos acontecimentos e determinar como a porta foi aberta.
Apesar dos relatos já divulgados, diversos pontos continuam sob investigação.
Ainda precisam ser esclarecidos, entre outros aspectos:
Também existem versões e declarações de autoridades que ainda precisam ser confrontadas com os dados oficiais da investigação.
Depois que a situação foi controlada, o avião foi desviado para Tabuk, na Arábia Saudita.
Os passageiros posteriormente seguiram para Israel em outra aeronave. Um passageiro do sexo masculino foi levado para atendimento médico com ferimentos, enquanto os demais foram encaminhados para uma área de recepção no aeroporto israelense e avaliados pelas equipes médicas.
A Flydubai afirmou que a segurança da aeronave foi restabelecida por sua própria tripulação e que as circunstâncias do episódio permanecem sob investigação.
O comandante Smit Machchhar permanece hospitalizado em Tabuk e foi informado como estando em condição estável. O copiloto, apontado como autor do ataque, também foi levado ao hospital após ser contido, mas não há, até o momento, boletim médico público detalhando seu estado de saúde.
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