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Presidente brasileiro abriu a Assembleia Geral das Nações Unidas e afirmou que o Brasil não aceitará interferências externas no processo eleitoral
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou nesta terça-feira (22) na abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Em sua fala, o presidente criticou a atuação das grandes potências em conflitos internacionais, condenou a situação humanitária em Gaza e defendeu a soberania dos países.
Lula também abordou diretamente o cenário político brasileiro. Sem citar nominalmente os Estados Unidos ou o presidente Donald Trump ao tratar das eleições, afirmou que o Brasil não aceitará interferências externas no processo eleitoral marcado para outubro.
A fala ocorreu poucas semanas antes do primeiro turno das eleições brasileiras.
Um dos principais trechos do discurso foi a afirmação de que o Brasil não pertence à esfera de influência de nenhuma potência estrangeira.
Ao defender a soberania nacional, Lula afirmou que o país “não cabe no quintal de ninguém” e sustentou que decisões sobre o futuro do Brasil devem ser tomadas pelos próprios brasileiros.
O presidente também criticou o que classificou como tentativas de interferência externa em processos eleitorais e defendeu o fortalecimento das instituições democráticas.
Ao final do pronunciamento, Lula afirmou que o sistema eleitoral brasileiro é moderno e robusto e disse que o país não permitirá que “inimigos da democracia, internos e externos” atentem contra a vontade popular.
A declaração foi feita em um momento de proximidade com as eleições brasileiras, mas Lula não citou nominalmente candidatos ou partidos em seu discurso.
A diplomacia brasileira havia informado antes da viagem que o presidente defenderia a soberania nacional e rejeitaria qualquer tentativa de interferência estrangeira nas eleições.
Embora não tenha mencionado Donald Trump nominalmente em seu discurso, Lula fez críticas à política internacional das grandes potências e defendeu que países soberanos não sofram intervenções externas.
O presidente afirmou que o mundo vive um período marcado pelo aumento dos conflitos armados e criticou o que chamou de imobilismo do Conselho de Segurança da ONU.
Segundo Lula, a organização perdeu capacidade de agir diante das guerras e precisa passar por uma reforma para recuperar credibilidade e capacidade de atuação.
A guerra no Oriente Médio também ocupou parte significativa do pronunciamento.
Lula criticou a situação em Gaza e afirmou que os palestinos carregam as consequências da violência praticada durante o conflito. Também condenou os ataques do Hamas contra civis israelenses.
O presidente voltou a defender uma solução de dois Estados para o conflito entre israelenses e palestinos e criticou a expansão de assentamentos israelenses nos territórios palestinos.
As declarações fazem parte da posição diplomática que o governo brasileiro vem defendendo em relação ao conflito no Oriente Médio.
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