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Nos dias recentes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou e lançou formalmente o chamado Conselho da Paz (Board of Peace), uma iniciativa internacional voltada à mediação de conflitos e à reconstrução de regiões afetadas pela guerra, especialmente a Faixa de Gaza. O anúncio ocorreu durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, em 22 de janeiro de 2026.
O Conselho da Paz foi apresentado como um organismo que pretende “promover estabilidade, restaurar a governança legítima e estabelecer uma paz duradoura” em áreas de conflito. O governo dos EUA enfatizou que, embora o foco inicial seja a crise de Gaza, a atuação poderá abranger outras partes do mundo.
De acordo com a Carta Constitutiva do Conselho da Paz, Trump será o presidente vitalício do conselho, com autoridade para convidar países e definir regras de participação. A proposta inclui um modelo de financiamento em que países podem se tornar membros permanentes mediante contribuição de US$ 1 bilhão, enquanto a participação sem esse aporte teria duração de três anos.
A iniciativa gerou reações mistas no cenário global:
Alguns países aceitaram o convite e ingressaram no conselho, incluindo nações do Oriente Médio e Europa, reforçando a ideia de uma coalizão multilaterial em torno da iniciativa.
Outros governos, como Alemanha e vários países europeus, rejeitaram ou se mostraram cautelosos quanto à proposta, apontando preocupações sobre sua interação com instituições existentes, especialmente a Organização das Nações Unidas (ONU).
Trump afirmou que o novo conselho manterá diálogo com a ONU, embora tenha criticado publicamente a atuação do organismo em contextos de paz e conflito.
Especialistas em relações internacionais e diplomatas levantaram questionamentos sobre a legitimidade e eficácia do Conselho da Paz:
Há preocupações de que a estrutura de governança — liderada diretamente por Trump e com critérios financeiros para adesão — possa criar um organismo paralelo às instituições internacionais tradicionais e privilegiar interesses políticos específicos.
A exigência de contribuições elevadas para assentos permanentes tem sido vista como uma barreira à participação de países menores ou em desenvolvimento.
O lançamento do Conselho da Paz ocorre em um momento de tensões continuadas em vários teatros de conflito, incluindo a guerra na Ucrânia e crises prolongadas no Oriente Médio. A iniciativa de Trump visa posicionar os Estados Unidos como um ator central em mediação e resolução de conflitos, mas sua aceitação global e impacto prático ainda são amplamente debatidos pelos analistas.
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