Almir Garnier Santos optou por não comparecer na cerimônia que marca a passagem do comando da Força

Em cerimônia realizada pelo Ministério da Defesa ocorrida na ultima quinta-feira, 5, o ex-comandante Almir Garnier Santos optou por não comparecer no local para participar da tradicional passagem de comando da Força. Isso porque Marcos Sampaio Olsen já havia sido nomeado ao cargo de maneira interina pelo novo ministro José Múcio Monteiro. A decisão de não prestigiar o novo comandante da Marinha pelo atual servidor ocorre de maneira inédita na história desde a redemocratização.

Almir Garnier manteve-se resistente a conversar com a equipe do petista e foi o único a não se encontrar com Múcio durante a transição governamental. Almir, no entanto, deixou um texto a ser lido na cerimônia. “No decorrer do proveitoso comando, dediquei especial atenção às questões que sempre roguei essenciais para motivação do nosso pessoal, procurando enfatizar os valores morais dos feitos heroicos de nossos antecessores. [Tenho] total confiança que a leal e disciplinada Marinha de Tamandaré saberá obedecer suas diretrizes em prol da soberania de nossa nação”, pontuou Garnier de maneira não presencial.

Conhecido como o mais próximo de Jair Bolsonaro (PL) entre os três comandantes das Forças Armadas, Garnier já havia indicado que não iria na troca de comando para não prestar continência ao ex- presidiário Lula, que não compareceu à cerimônia. Garnier tentou realizar a troca de comando ao final de dezembro, antes da posse polemica de Lula, ainda sob Bolsonaro, mas foi dissuadido pelos outros comandantes. O almirante impôs, então, que não iria ao evento.

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