Pânico de dentista: como evitar na infância e garantir a saúde bucal

Segundo especialistas, a primeira consulta da criança deve acontecer ainda antes do nascimento, para que os pais sejam informados sobre cuidados com a higiene bucal do bebê; na infância, pais e profissionais podem ajudar a lidar com a fobia de ir ao dentista

Realizar um acompanhamento odontológico é parte importante da manutenção da saúde bucal e do bem-estar do indivíduo. Assim como no caso dos adultos, bons hábitos de higiene bucal e visitas periódicas ao dentista possuem um papel importante na prevenção de doenças dentárias das crianças. Segundo especialistas, o acompanhamento profissional pode ser realizado desde antes do nascimento dos dentes. “A criança deve realizar a primeira consulta ainda antes do nascimento do primeiro dentinho. Assim, os responsáveis já recebem orientações importantes sobre como cuidar da saúde bucal do seu bebê antes que os problemas apareçam estima-se que 9 a 15% da população do país deixa de ir ao dentista devido à odontofobia, ou seja, a fobia de passar por uma consulta com o odontologista.

“Tudo o que a gente aprende quando pequeno, que a gente repete, a chance de replicarmos na adolescência e fase adulta é muito maior. Primeiro que a criança se acostuma, cria a rotina de fazer as escovações, logo não fica algo sofrido. Segundo que, quanto mais a gente cuidar, desde criança, e levar esse hábito para a vida adulta, isso minimiza demais as chances de ter um problema de saúde bucal e fobias ”

a forma com que os pais levam as crianças ao dentista e lidam com suas inseguranças em relação à consulta pode ser determinante para que a criança desenvolva – ou não – uma odontofobia. “Os pais precisam acolher esse sentimento de medo, amparar a criança e ser um apoio e segurança para ela. Muitas vezes, os pais desamparam ainda mais, pois a criança tem medo e eles criticam esse medo, falam ‘deixa de ser bobo’, ‘não vai nem sentir nada’. Mas é preciso ser sincero também. Falar que não vai doer pode passar uma desconfiança para a criança, porque depois que a criança viver aquilo, ela vai ver que doeu, e que os pais não foram verdadeiros. Então é importante ser sincero, talvez dizer ‘vai doer, mas vai ser rapidinho’ e ressaltar a importância disso, para acolher esse medo e não julgar ou criticar.”

é importante que os pais, caso tenham suas próprias experiências negativas em relação ao odontologista, evitem alertar as crianças e descrever ocasiões traumáticas, pois isso pode colaborar para intensificar a insegurança dos filhos e desenvolver a odontofobia. “Não passe para as crianças os seus medos, pois os medos são seus, a criança é um ser novo, em construção, que vai ter uma experiência completamente diferente da sua. Então não passem isso pra criança de forma alguma.

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