Mulheres na construção civil mudam cultura do canteiro de obras

Elas conseguem mudar a cultura do canteiro porque os homens tendem a se comportar melhor, a ter atitudes melhores. Como elas entram como técnicas, muitos homens voltaram a estudar. Há um aumento da escolaridade, melhoria da postura.

 não existe preconceito dos homens quanto à participação de mulheres nas obras.

Pesquisa feita com 216 mulheres na zona norte da capital fluminense, mostrou que quase 80% das entrevistadas consideraram que a construção civil seria uma opção de aprendizagem, pois já faziam pequenos serviços.

A luta das mulheres pelo seu espaço não é nova. Em 1917, Edwiges Maria Becker Hom’meil entra para a história como a primeira engenheira do Brasil, formada pela Escola Polythecnica do antigo Distrito Federal, hoje a Escola Politécnica da UFRJ. E tudo indica que a administração feminina rende bons resultados nos canteiros de obras. Uma pesquisa do Sebrae aponta que a ascensão do número de mulheres na construção civil teve início em 2011. Desde então, vem conquistando cada vez mais profissionais, em 2006 eram pouco mais de 54 mil mulheres contratadas em obras. Em 2011, já eram mais de 109 mil mulheres com carteira assinada na construção de edifícios em todo o país.

O sexo feminino já não teme passar diante de um canteiro de obras cheio do sexo oposto: elas estão tomando o lugar deles, lá dentro. O trabalho é pesado, mas Ivonete Borges da Silva, 49 anos, não reclama. É como a única pedreira de acabamento da CMO Construtora, também de Goiânia, que entrou para a tradicional profissão exercida exclusivamente por homens, há alguns anos atrás, que são funções da construção civil. Ela garante que todos os colegas de trabalho a respeitam e nunca se sentiu discriminada dentro do canteiro de obras. Ao contrário, até recebe gentilezas de alguns colegas, quando ela carregando algo muito pesado. Ela ainda brinca ao dizer que quando fala para as pessoas sua profissão todos acham que ela está brincando, mas garante que ficam admirados pela “garra” e esforço dela.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.