Evite 3 erros comuns durante a construção do alicerce da sua obra

Você sabe quais cuidados tomar ao construir o alicerce? Descubra aqui os erros mais comuns e o procedimento ideal para a construção de sua obra!

Primeiramente, quando for iniciar uma obra, é preciso ter em mente noções básicas de execução de suas fundações, sendo a construção correta de uma viga baldrame essencial nesse processo. A viga baldrame faz parte de um projeto estrutural e, portanto, para cumprir seu papel de sustentação e não provocar patologias nas obras, basicamente, suas ferragens devem estar recobertas por uma camada de pelo menos 3 cm de concreto e a alvenaria de nivelamento deve ser feita utilizando blocos de concreto estruturais ou tijolos maciços requeimados.

Um dos problemas que vemos nas obras é a presença de ferragens aparentes nas vigas baldrames. Isso acontece durante a concretagem delas, quando é necessário 3 cm de concreto sobre as ferragens por todas as faces; se as ferragens ficarem aparentes nesse processo, elas não vão cumprir bem seu papel estrutural, ficando sujeitas a corrosão, danos estéticos e, futuramente, estruturais.

Outro problema evidente é a utilização de tijolos maciços não requeimados, furados ou blocos cerâmicos estruturais nas alvenarias de nivelamento.

A escolha de tijolos maciços não requeimados se dá devido ao seu valor ser inferior, porém seu preço é somente de 5 a 10% menor que os requeimados. Assim, essa economia não vale a pena, porque sua utilização compromete a qualidade das obras, gerando problemas de umidade recorrentes.

A questão da utilização de tijolos furados também interfere negativamente na estrutura da sua construção. Isso acontece com a escolha de tijolos do tipo baianinho ou baianão nas alvenarias de nivelamento, os quais no momento que forem submetidos à compressão pelo peso das paredes, serão esmagados e, assim, a base sobre a qual foi feita a impermeabilização deverá se desfazer, causando problemas de infiltração já que a capa de impermeabilização será danificada. Assim, o ideal é impedir, em qualquer hipótese, tijolos furados para fazer alvenaria de nivelamento. Tijolos furados e não requeimados aumentam ainda mais os problemas, causando patologias muito antes do que o esperado.

Ao terminar o assentamento da alvenaria de nivelamento, é necessário chapiscar a superfície com cimento CPII ou CPV, utilizando-se uma mistura de cimento com areia grossa de 1:2. Depois de, no mínimo, 12 horas de aplicado o chapisco sobre a alvenaria de nivelamento, segue-se com o capeamento de argamassa de cimento e areia média 1:3 a 1:4, traço volumétrico. Essa argamassa de envelopamento deve ter espessura mínima de 2 a 3 cm, a qual deve ser desempenada (ou pelo menos quebrada na desempenadeira) e passada um feltro ou uma espuma sobre ela, deixando sua superfície camurçada, o que permite uma melhor ancoragem de qualquer tipo e família de impermeabilizantes adequados para aplicação em alicerces.

No caso dos impermeabilizantes asfálticos, existe uma limitação com relação a essa argamassa de envelopamento, pois ela deve estar seca para que se possa utilizar uma tinta asfáltica base solvente. Além disso, todo e qualquer impermeabilizante asfáltico não poder ser utilizado na cabeça das colunas, pois provoca um seccionamento (isto é, “separa”) entre a viga baldrame e a coluna. Uma opção asfáltica para a impermeabilização de argamassas de envelopamento úmidas seria utilizar emulsões asfálticas, pois elas são asfalto base água e conseguem ancorar sobre a argamassa ainda úmida. Mesmo assim, a melhor opção ainda seria o uso das argamassas poliméricas.

Como as argamassas poliméricas são produtos a base de cimento e, logicamente, curam com água, podem ser aplicadas sobre a argamassa de envelopamento ainda úmida, podendo ser do tipo flexível ou semiflexível, estruturadas internamente (dispensam o uso de tela de poliéster) ou não e podem e devem ser utilizados sobre a cabeça dos arranques das colunas na viga baldrame. As argamassas poliméricas flexíveis ou semiflexíveis não estruturadas internamente (precisam da tela de poliéster) devem ser utilizadas sobre as cabeças das colunas sem o uso das telas de poliéster. Assim, quando forem aplicadas na cabeça dos arranques das colunas, o concreto encostado com o solo úmido vai absorver umidade, impedindo de passar para a coluna, a qual não irá distribuir umidade para a alvenaria e, consequentemente, não vai distribuir umidade para o reboco, que poderia, estufar as pinturas e causar um dano maior que o estético, que é prejudicar a saúde do ser humano, pois uma casa úmida pode causar problemas respiratórios. Portanto, impermeabilização é também um problema de saúde pública.

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