Caíque Mafra é agredido por seguranças do ex-presidente Lula

Em vídeo nas redes sociais, o pré-candidato relata que viveu momentos de terror ao lado dos amigos no Hotel em que acontecia evento do PT

O pré-candidato a Deputado Estadual por São Paulo, Caíque Mafra (Republicanos), foi agredido por seguranças do ex-presidente Lula na última terça-feira (21), durante evento do Partido dos Trabalhadores (PT) que apresentou o plano de governo à pré-candidatura de Lula e Geraldo Alckmin (PSB).

Em vídeo compartilhado em seu perfil pessoal, Caíque esclarece que não invadiu o auditório do Hotel Intercontinental, como a imprensa tem divulgado. Ele conta que falou seu nome na entrada, recebeu uma pulseira azul, e se manifestou quando o ex-presidente discursava.

“Interpelei e falei aquilo que todo brasileiro de bem gostaria de falar para Lula e para Alckmin. Citei a simbólica frase de Alckmin dita em 2018, perguntando se ele não iria volta a cena do crime. E após isso olhei nos olhos do Lula e o chamei sim, chamei de bandido, chamei de corrupto. Basicamente chamei um corrupto de corrupto”, expôs Caíque.

Caíque Mafra mostra marcas das agressões

Ele conta que foi abordado por seguranças, em torno de 10, que o arrastaram para uma sala nas dependências do Hotel, com os amigos Rafael Moreira Mendes de Oliveira e Fernando Orue Dainese, onde foram violentamente agredidos e torturados.

De acordo com Caíque um dos homens presente na sala conduzia os seguranças a questionar quem deu ordens para ele ir ao evento, e a cada resposta ele era agredido. Ele narra que recebeu chutes, pisaram em sua cabeça, e tomou vários socos nas costelas, barriga e estômago, até desmaiar. E que o amigo Rafael, perdeu um dente e viveu momentos de pavor semelhante ao que aconteceu com George Floyd, sufocado até a morte sob o joelho de um policial por mais de nove minutos, em Minnesota, nos Estados Unidos.

Em Nota Oficial divulgada pelos advogados que acompanham o caso, Dr. Danilo Garcia de Andrade e Dr. Leandro Lucas de Oliveira Almado, Rafael teve uma “tomada de pé em seu peitoral, uma joelhada na região de seu pescoço e tapando também com as mãos sua boca e vias aéreas para que não fosse possível a sua atividade vital de respirar”.

Caíque afirma que os três ficaram em cárcere privado por aproximadamente uma hora, e solicita ao hotel que não apaguem as imagens das câmeras de segurança. Todos os celulares tiveram imagens apagadas pelos seguranças que coagiram, sobre ameaças, a desbloquear os aparelhos.

Ele desmente as matérias divulgadas, e garante que não assinou nenhum termo circunstanciado, pois, foram a delegacia para registrar um Boletim de Ocorrências por lesão corporal, além de realizar exame de corpo delito. Para o advogado, Dr. Danilo Garcia de Andrade, o ocorrido é uma afronta a democracia, a liberdade de expressão e mais do que isso, é um abuso da força e do poder. Ele solicitou ao Hotel Intercontinental, localizado no Jardim Paulista, que preserve as imagens do seu circuito de segurança, sob pena de obstrução de investigação criminal.

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