Jovem teve o pescoço cortado em banheiro de supermercado

Thayana Parrião, de 21 anos, disse que não conhecia a adolescente, de 14 anos, que fez o ataque

A jovem Thayana Parrião, de 21 anos, contou com detalhes o ataque que sofreu no banheiro de um supermercado de Palmas, no Tocantins, na última segunda-feira (17). A promotora de vendas teve o pescoço esfaqueado por uma adolescente de 14 anos, que já foi apreendida pela Polícia Militar.

“Eu trabalho como promotora de vendas. Então, vou aos supermercados organizar os produtos para a marca que eu represento. Eu estava apertada e fui ao banheiro. Quando eu entrei no banheiro, já vi a menina, que me esfaqueou e saiu rindo no vídeo em que ela apareceu sendo presa”, começou.

Segundo Thayana, a adolescente estava conversando com outra mulher no momento em que ela entrou no banheiro, mas não tentou nenhuma agressão contra essa terceira pessoa. “Pouco depois de eu ter entrado, essa outra mulher saiu do banheiro então só ficamos eu e ela [a agressora] lá. Fui em direção aos vasos sanitários, onde tinha três cabines. Duas estavam fechadas e apenas uma estava com a porta aberta. Cheguei a entrar, mas ela me disse que a porta não estava trancando e que as demais cabines estavam sendo usadas por outras pessoas.”

A promotora de vendas contou que se dirigiu ao espelho para aguardar as cabines serem liberadas e que foi nesse momento que o ataque aconteceu.

“Fui me olhar no espelho e fiquei mexendo no celular enquanto esperava alguém sair das outras cabines. Nessa hora, eu vi o reflexo dela indo até a bolsa dela, onde acredito que ela pegou a faca, e veio até mim e disse: ‘moça, tem algo no seu cabelo’. Em seguida, ela encostou em mim, me esfaqueou no pescoço e ficou me encarando. Não senti dor na hora, mas sabia que algo estranho tinha acontecido”, relembrou.

“Quando eu olhei no espelho, vi que já estava com um buraco enorme no pescoço e que estava jorrando muito sangue. Sai correndo do banheiro, olhei para trás para ver se ela não estava vindo atrás de mim e sai gritando como uma doida pelo mercado pedindo socorro”, contou.

Thayana afirmou que não conhecia a menina e que não acha que o crime tenha sido premeditado. “Eu não conhecia ela, nunca tinha visto ela na minha vida e nunca estive naquele mercado. Por isso, não acho que tenha sido algo premeditado, como tem muita gente falando. Não sei porque ela fez isso.”

“Chorei muito quando cheguei no hospital porque não entendia o motivo daquilo estar acontecendo comigo sendo que não fiz nada”, completou.

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