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TO tiste…

TO tiste…

Pensei que esta semana seria aquelas que falaria de um assunto só, primeiro e segundo turno das eleições para prefeito e vereadores no Brasil.

Aí no domingo, já às18:00 horas findada as votações, começamos a esperar as apurações, até míseros 4 anos atrás as eleições municipais tinham seus resultados divulgados em duas ou três horas, logo 45 minutos após as apurações todo o sistema que acompanha, em tempo real, estava travado, a minha cidade de Campinas, ficou até às 21 horas paralisados em 0,5 das urnas apuradas, os vereadores mais votados estavam com 40 votos e a média de votos era de 4 votos, isso com mais de duas horas de apuração, nosso ministro que preside o Supremo Tribunal Eleitoral, essa jabuticaba, jurídica, que existem em países ricos e desenvolvidos, como a Costa Rica, voltemos ao ministro Barroso, o excelentíssimo começou a explicar o que se passava nas apurações, devido a um erro de segurança encontrado em 2018, já que até então os Tribunais Estaduais enviavam os dados para Brasília já computados, neste caminho os dados poderiam ser manipulados, em relatório da Policia Federal, foi indicado que seria necessário centralizar os dados em um local único ou na própria capital da Republica, então nosso “econômico” tribunal encomendou um supercomputador pela bagatela de R$ 26.200.000,00, mas você acha que pagamos todo esse valor sem saber se a  máquina aguenta os dados e jogar um Valorant ou Word of Warships, não, não vamos pagar tudo isso, só vamos pagar R$ 19.564.736,36, sim agora sim, tá justo, só pago esse valor e dou o resto se funcionar direitinho, mas, num é que antes de insolar os jogos o PC do TSE não aguentou calcular essas planilhas de Excell, mesmo já deixando as fórmulas todas salvas!

Nosso TSE, que deve se preocupar em funcionar bem apenas de 2 em 2 anos, não inventa de dar pau exatamente no dia das eleições? Não vou culpar ninguém, fico até com dó do ministro Barroso, “meu vai dar pau justo na minha gestão, podia ser na gestão do Alexandre, do Gilmar ou mesmo do D. Tofolli, mas não, vai dar pau justo na minha!”, fico aqui imaginando ele pensando nisso.

A coisa ficou tão zuada, tão perdida que nosso ministro num momento de desespero, ele chega a cogitar em revelar verbalmente quem havia sido eleito nas cidades, mas essa ideia foi cancelada e por volta da meia noite, começamos a receber aqui em SP, os resultados.

Me deixou mais triste, ainda é que esta indefinição, trouxe um ar de fraude, em um sistema que não nos deixa dúvida ou mostra falha. Estas supostas fraudes estão incentivando que alguns candidatos derrotados contestem os resultados e peçam recontagem de votos, claro que se eu fosse um dos derrotados talvez estaria eu também nessa celeuma, mas supondo, em um exercício de futurologia, que seja deferido a contestação dos resultados das urnas, como ficaram candidatos que se reelegeram com um aumento de mais de 20.000 votos, como o vereador paulistano Fernando Holiday ou o Higor do Campo Grande que em sua primeira candidatura teve mais de 7.000 votos em Campinas, será que para reparar uma injustiça temos que criar outras? Tudo isso me deixa tiste…

Fico triste, porque coloca em dúvidas nossas tão serias e republicanas instituições, sendo que nossos probos governantes se esfalfam tanto para mantê-las em seu mais perfeito funcionamento. Depois de tudo isso, vou assistir ao debate de segundo turno de minha cidade natal, (Campinas, já falei isso né?), quanto preparo dos dois candidatos, quanta qualidade, quanto comprometimento, ao ponto de ficar chocado e crer que minha cidade não merece uma futura

administração tão elevada, sim, cheguei ao ponto de dizer que minha cidade não merece ter uma disputa com dois candidatos tão qualificados, são homens cujo o preparo é tão elevado que posso compara-lós a sir Churchill ou o presidente Roosevelt, ao discursar cheguei a imaginar um reverendo King, ou a intelectualidade de D. Pedro II, tamanha a sabedoria e preparo, vi que estes homens se prepararam, nos últimos 15 minutos, ops anos, somente esperando que esta data se aproximasse e eles pudessem administrar esta metrópole, que por mim, eu colocaria os dois no quarto andar.

Depois, olho para São Paulo e Rio de Janeiro, onde haverá a disputa dos mais bem preparados do ano, quiçá do milênio, como escolher entre Covas e Boulos, ou entre Paes e Crivella é desorientador, teremos a chance de mudar tudo, mas, com tamanha qualidade como ser frios o suficiente para decidir entre tão grandes? Não, nossas cidades não merecem políticos tão grandes, temos que apequenar nossa política para caber estes gigantes.

Bom sei lá, mas espero que você leia esse texto com o uso da ironia, de resto…

To Tiste…

Fé no Brasil

Autor irônico : Léo Godinho